OS REFLEXOS DA CORRUPÇÃO NA ECONOMIA




COLUNA SOBRE ECONOMIA - Recentemente foi divulgado pela ONG Transparência Internacional o ranking da corrupção no mundo, onde o Brasil aparece na 96ª posição em 2017, perdendo 17 posições em relação a 2016, esta classificação é em ordem crescente, ou seja, quanto maior a posição, maior é a percepção da corrupção, neste sentido o Brasil tem muito a avançar, diante do cenário catastrófico em que está inserido.

Os prejuízos causados pela corrupção na economia brasileira nos últimos anos são quase imensuráveis, pois não são somente os valores desviados dos cofres públicos que devem ser considerados, uma vez que ela corrói a confiança de investidores, causa turbulência na própria democracia, afeta valores éticos das pessoas e com isso as consequências são devastadores para o crescimento do país, pois sem confiança, os investidores internos e externos deixam de investir, as empresas exportadoras sofrem com o descrédito do país, aumenta ainda mais a ineficiência do poder público devido ao aumento dos custos (sobre preço) dos produtos, obras e serviços consumidos pela esfera pública e tudo isso afeta o crescimento e a competitividade do país diante dos demais. Além é claro da diminuição dos recursos destinados às demandas sociais, como saúde, educação, segurança pública, etc. uma vez que “acordos” entre empresas e políticos subtrai da economia bilhões de reais por ano para beneficiar poucos à custa de muitos.

A corrupção, como evidenciada no Brasil nos últimos anos, com certeza impede o crescimento econômico, aumenta as desigualdades sociais e impossibilita as pessoas de gozarem de direitos básicos preconizados na Constituição Federal.

Você já parou para pensar que a maioria desses problemas são causados por grande parte dos políticos, àqueles que deveriam zelar pelas pessoas, que foram eleitos para nos representar?

Deste modo, ao analisar a evolução do PIB, pode-se estimar tecnicamente, parte dos prejuízos propulsados pela corrupção e pela imperícia (barbeiragem) dos gestores públicos nos últimos anos no Brasil.




Ao analisar os dados acima, observa-se a queda do PIB de 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016, segundo dados oficiais do IBGE, ou seja, uma queda de 7,4% em dois anos, o que significa dizer que o Brasil deixou de produzir aproximadamente R$ 420 bilhões de reais em dois anos, com base no PIB de 2014, recursos esses, que deixaram de circular na economia brasileira, contribuindo desta forma para instabilidade econômica que ainda persiste no país, ocasionando altos níveis de desemprego, aumento da criminalidade e tantos outros problemas sociais de conhecimento de todos os brasileiros.

Desta forma, o próprio governo deixou de arrecadar nesse período em torno de R$ 147 bilhões em impostos referente aos mais de 35% de carga tributária, o que já seria suficiente para equalizar o déficit público de 2017, que foi em torno de 124 bilhões.




Luiz Vanderlei Frescura

Professor Urcamp - Campus Alegrete
Tecnologia do Blogger.