BRASILEIROS TRABALHARÃO ATÉ 02 DE JUNHO PARA O GOVERNO



COLUNA SOBRE ECONOMIA - A Carga Tributária Brasileira é uma das mais altas do mundo, pois supera 40 % do PIB - Produto Interno Bruto, desta forma, pode-se dizer que o poder público é o sócio majoritário desta empresa chamada "Economia Brasileira".

Segundo estudos do IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, nos Últimos dois anos, o cidadão brasileiro trabalhou 153 dias por ano só para pagar os impostos, ou seja, dos 12 meses do ano, 05 meses e 02 dias foram consumidos para arcar com esta majestosa carga tributária.

Para 2018, esta tendência se manterá, podendo até aumentar, considerando que a tabela do Imposto de Renda, por exemplo, não foi atualizada e com isso muitos contribuintes que eram isentos do imposto, passaram a Contribuir com o “Leão”.

E, o que é pior ainda, segundo esse mesmo estudo inédito realizado pelo instituto, a corrupção consumiu 29 dias de trabalho de cada um dos brasileiros em 2017, este cálculo foi realizado com base no resultado do Projeto Lupa nas Compras Públicas, que monitora todas as compras realizadas pelos órgãos governamentais Federais, Estaduais e Municipais e cruza os valores pagos pelos governos com o preço das mesmas mercadorias ou serviços comprados pelas empresas. “Assim, determinou-se que cada brasileiro trabalhou 29 dias este ano só para pagar os rombos causados pela corrupção no País”, informa o presidente do Conselho Superior e Coordenador de Estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

A pesquisa também demonstra a evolução do peso dos impostos nos rendimentos como salários e honorários, por exemplo, que aumentou muito nos últimos anos:




Observa-se no quadro acima, que nos últimos 40 anos, o peso da Carga Tributária Brasileira dobrou, pois passou de 02 meses e meio da década de 70 para mais de 05 meses trabalhados só para pagar os impostos em 2017, e junto com esta suba veio também o aumento da corrupção, que segundo os especialistas do IBPT, corrói 29 dias de trabalho por ano de cada um dos brasileiros.



Professor de Gestão de Finanças Públicas



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