EXCLUSIVO - ADVOGADA FALA SOBRE AGRESSÕES QUE TERIA SOFRIDO VINDAS DO VEREADOR VASCO CARVALHO








Na manhã desta terça-feira (05/05) na câmara de vereadores de São Francisco de Assis, as advogadas Luciéle Saragoso e Juliana Fortes foram tratadas de forma deselegante, grosseira e desrespeitosa por parte do presidente do Poder Legislativo assisense, vereador Vasco Henrique Carvalho (MDB), que mais uma vez não apresenta comportamento adequado para com o cargo que exerce, como chefe deste importante Poder do município. 

As advogadas Luciéle Saragoso e Juliana Fortes registraram ocorrência policial com relação ao fato, e mais, o vereador Vasco Carvalho ofendeu a honra e a moral do pai de Juliana Fortes, que também vai representar contra o ofensor. E para a comunidade assisense elas se manifestaram através de uma nota de esclarecimento, que está na íntegra, abaixo. 


                                Nota de Esclarecimento


Visando evitar a propagação de informações errôneas acerca de fatos ocorridos nas dependências da Câmara de Vereadores na data de 05 de maio de 2020 as advogadas Luciéle Saragoso e Juliana Fortes vêm esclarecer que foram ao local protocolizar requerimento solicitando cópias de procedimento que lá tramita. 

Logo após serem abordadas informalmente pelo senhor Presidente da Casa, já no corredor encaminhado-se a saída, o mesmo explicou que não poderia conceder tais cópias e os ânimos se acaloraram, quando o mesmo acusou as profissionais de terem se utilizado de manobras para prejudicar o bom andamento processual proferindo em alto e bom som que as profissionais “sempre agiram de má-fé”, neste momento utilizando-se de seus direitos por estarem no exercício de suas funções e retornaram, educadamente, solicitar explicações quando o mesmo disse estar atendendo outro advogado em seu gabinete, então se deram os demais fatos que serão averiguados através dos procedimentos judiciais cabíveis nas esferas civil, criminal e administrativa. 

As profissionais acima de tudo são mulheres, advogadas atuantes na Comarca e acreditam na justiça, repudiam todo e qualquer tipo de violência seja física, moral ou psicológica, principalmente, quando perpetuada no uso de prerrogativas de função. Discordar no campo ideológico, discutir para construir, são direitos inerentes a qualquer pessoa, porém, adentrar em méritos, menosprezar pessoas, fomentar o ódio àquele que pensa diferente, acusar são atitudes que devem ser extirpadas da sociedade, pois vivemos em um estado democrático em que é possível regular as relações utilizando de instrumentos legais para tanto. 

O sexismo, o machismo arraigado na sociedade é que faz tantas mulheres vítimas seja no campo psicológico, moral ou físico, então, nós mulheres temos o direito de questionar, de exigir respostas, de trabalhar e tantas outras coisas sendo merecedoras de respeito. Assim, esclarecemos que toda a violência perpetuada contra as mulheres deve ser combatida, embora, saibamos que, ainda assim, existirá alguém para dar razão ao agressor. Neste momento nos solidarizamos a todas as mulheres e deixamos uma mensagem: “Não tenha vergonha de ter lutado, gritado por seus direitos e exigido respeito, pois isso é o mínimo que você deve ter!” 

                                                  Luciéle Saragoso e Juliana Fortes








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